A tecnologia reduz a deserção estudantil nas universidades

12, mar, 2017

Isabel
BY: Isabel

Cerca de 30% dos estudantes de colleges e universidades nos Estados Unidos desistem depois do primeiro ano e mais de 60% dos que assistem a um college nunca obtém o título, segundo College Atlas. Na América Latina a porcentagem de deserção estudantil também se aproxima de 30%, diz The Huffington Post.

É economicamente razoável para uma instituição de ensino superior realizar um considerável investimento para atrair novos alunos a cada ano, para logo perder um terço deles?

Certamente, este é um grande tema que preocupa os líderes do ensino superior em nível global, porque estas instituições fazem grandes investimentos para identificar quais são os principais fatores da desistência estudantil, e basicamente como resolver este problema através do planejamento estratégico e o compromisso estudantil. Neste contexto, as ferramentas tecnológicas tem sido uma importante medida, pois apresentam soluções que ajudam a integrar cada fator institucional que tem relação com a deserção estudantil e a retenção. 

Pode parecer que estas duas estratégias apontem para um mesmo objetivo - manter os estudantes no campus até que se titulem - mas logo se percebe que estas são duas caras da mesma moeda. Quando falamos sobre prevenir a deserção estudantil nos referimos a criar condições básicas para que eles se sintam seguros e cômodos na instituição, e capazes de cumprir com suas metas. Por outro lado, o compromisso estudantil aponta que ao manter as pessoas na universidade mediante uma experiência de aprendizagem se torna mais positiva e significativa para os alunos.

O que estas duas estratégias tem em comum é o uso da tecnologia. Em um artigo anterior vimos como as ferramentas tecnológicas ajudam as universidades a melhorar a retenção estudantil e impulsionar o compromisso. Agora veremos como estas soluções contribuem a reduzir as taxas de deserção na educação superior.

Gestão de Big Data para alertas temporários

Os software Big Data não só são úteis para as folhas de pagamento e os controles de assistência, também servem para analisar dados de estudantes e assim determinar, por exemplo, como se sentem na instituição e se estão dispostos a permanecer no campus e cumprir com seus programas acadêmicos, ou não.

O diário inglês The Guardian recentemente publicou um caso de estudo a respeito. Na London South Bank University (LSBU), onde mais de 50% de seus estudantes são negros e minorias étnicas, maduros ou part-time, em muitos casos quando começavam a ter problemas “O espiral de deserção era muito mais rápido que o resto dos estudantes, dessa forma o quanto mais cedo o detectávamos, melhores eram os resultados”, explica o diretor de educação da consultora Portal, Cailean Hardgrave.

Para remediar isto, a universidade construiu um sistema predicativo, baseado em dados reunidos desde uma ampla variedade de fontes para identificar os primeiros sinais de problemas e responder rapidamente. Segundo Hargrave, a LSBU espera que esta solução reduza a taxa de deserção estudantil em 25%. “Se conseguirem serão mais progressistas que nenhuma outra universidade e significará um grande ganho para as políticas de retenção”, disse o especialista.

Por outro lado, somente 52,9% dos estudantes que entraram em um college em 2009 completaram seus programas de estudos em seis anos, disse o National Student Clearinghouse. Para solucionar isto, Campus Technology explica que os departamentos de orientação estão investindo em tecnologias que ajudarão a seguir as pistas dos estudantes, estabelecer um sistema de alertas prévios, comunicar-se com os alunos, conectá-los com distintos recursos e conquistar o compromisso estudantil em nível pessoal”.

“Por exemplo – agrega este meio especializado – a Colorado State University tem integrado dados para explorar oportunidades de apoio aos estudantes pró-ativos, melhorar a comunicação com eles e envolve-los de forma mais completa no planejamento acadêmica”. Devido a esta solução, esta instituição tem melhorado sua taxa de retenção de 82% a 86%, e sua taxa de titulação de 62% a 66%.  

“Entretanto, no outro lado da moeda – adverte Campus Technology – muitas instituições investem em ferramentas de planejamento e auditoria acadêmica para os orientadores, mas lhes resulta difícil integrar estas ferramentas a outras tecnologias para se alinhar com os processos diários dos orientadores. Isto deveria estar prestes a mudar”.

Em que outras áreas você acredita que as universidades necessitam de ferramentas tecnológicas para melhorar seus resultados ou resolver problemas essenciais? O convidamos a compartilhar sua opinião.

Acerca del Autor

Isabel possui o título de Bachelor of Arts (B.A.) em Marketing e Vendas pela Universidade FOM Hochschule für Ökonomieund Management (Faculdade de Ciências Econômicas e Empresariais). Tem mais de 10 anos de experiência em Marketing, trabalhou em vários países europeus para empresas internacionais e fala quatro idiomas.

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